
Sobre
Eu também participo do que observo.
Trabalho com marcas desde 2004 e com bares, restaurantes e eventos desde 2013. Hoje sou gerente regional de on-trade da Jägermeister em São Paulo e no Rio.
Minha trajetória e ponto de vista
Comecei no ponto de venda em 2004, passei por Ferrero, Unilever, Wyeth, Pfizer e Red Bull, e entrei no on-premise em 2013. Na Heineken, atuei em novos negócios, eventos e gestão regional no Sudeste e no Centro-Oeste. Hoje sou gerente regional de on-trade da Jägermeister, responsável por São Paulo e Rio de Janeiro.
Ajudei a negociar, planejar e executar ações no mesmo mercado sobre o qual escrevo. Não observo de fora. Por isso procuro distinguir o que vivi no campo, o que encontrei nas fontes e a interpretação que faço depois. Também pesquiso comportamento e consumo no MBA em Neurociência, Consumo e Marketing da PUCRS, ainda em andamento.
Como formo minha leitura
Como trabalho
Antes de propor, entender o que está junto.
Quando olho para um problema, tento entender quem participa dele, o que já aconteceu e como uma decisão muda o trabalho das outras pessoas. No campo, isso me leva a aproximar o que os dados mostram do que escuto de quem atende, negocia e consome.
Conhecer um lugar pode ajudar a perceber diferenças, mas também pode me fazer passar por cima do que já considero familiar. Por isso tento voltar às cenas antes de fechar a explicação.
Essa forma de investigar também aparece na Arquitetura de Presença, um projeto piloto em que parto da trajetória e do repertório de uma pessoa para pensar como apresentar seu trabalho.
O que eu defendo
Quatro posições
São perguntas que reaparecem no campo e nos meus estudos. Algumas já viraram texto; outras continuam sendo hipóteses que preciso confrontar com casos diferentes.
Território não é endereço.
Um copo americano, um samba e uma mesa na calçada não significam a mesma coisa em todo bar. Território é a relação entre o lugar, quem o frequenta e o sentido que aquela prática ganhou ali.
Aprofundar esta leitura →Escala é consequência.
Quando uma bebida começa a aparecer em todo cardápio, é fácil contar a história pela distribuição. Prefiro voltar uma pergunta: o que levou alguém a pedi-la antes de ela ocupar tantas mesas? Mídia e força comercial importam, mas nem sempre explicam o começo.
Aprofundar esta leitura →Sinal não é substância.
Antes de entrar num restaurante, olho as avaliações. Antes de contratar alguém, procuro referências. O sinal chega antes da experiência. Minha pesquisa pergunta quando esse atalho ajuda a reconhecer competência e quando nos faz confundir aparência com entrega.
Aprofundar esta leitura →O futuro é plural.
Uma prática pode ser novidade para quem escreveu o relatório e rotina antiga para quem vive no território. Antes de anunciar o próximo futuro, quero entender de onde veio o sinal, quem já o praticava e quem passou a chamá-lo de tendência.
Aprofundar esta leitura →
As referências que acompanham os textos
Referências
Com quem eu converso nos textos
Autores com quem penso e que também me fazem rever o que observei.
Quem pode dizer que aquilo tem valor?
Gosto, reconhecimento e distinção
Como uso essa referência →Mary Douglas & Baron IsherwoodO pedido também organiza a mesa?
Bens, relações e classificação
Como uso essa referência →Grant McCrackenO que muda quando muda o jeito de servir?
Significado cultural e rituais de consumo
Como uso essa referência →Raymond WilliamsO novo chegou. O que continuou acontecendo?
Formações residuais, dominantes e emergentes
Como uso essa referência →Alan WardeO que precisa estar junto para a rotina se repetir?
Práticas, competências e condições de consumo
Como uso essa referência →Daniel KahnemanPor que a opção conhecida parece mais fácil?
Julgamento, esforço e familiaridade
Como uso essa referência →