Bruno Passamonti

Repertório e diálogo

Referências

Os autores entram onde ajudam a entender alguma coisa. Aqui reúno as ideias que levo para os textos e para o trabalho, com as perguntas que elas abrem.

As leituras comentadas abaixo se ligam a textos e perguntas específicos. Outras interlocuções permanecem em pesquisa bibliográfica; a presença de um autor não significa leitura integral de sua obra.

Reconhecimento e apresentação

Como se forma uma expectativa sobre alguém ou alguma coisa?

Pierre BourdieuQuem pode dizer que aquilo tem valor?

Gosto, reconhecimento e distinção

Reconhecimento e posição

Uma bebida recomendada por alguém da turma pode chegar de um jeito diferente da mesma bebida apresentada por uma campanha. A pergunta que levo de Bourdieu é quem tem reconhecimento para conferir valor naquele contexto.

Como aprendemos a reconhecer

Nas minhas notas sobre capital cultural, volto ao repertório que se aprende na convivência, aos objetos que circulam e aos títulos que recebem reconhecimento. Ter uma garrafa rara não é o mesmo que conhecer sua história ou saber apresentá-la. E conhecer muito um universo não significa conhecer todos os outros.

O vocabulário do vinho pode conferir reconhecimento numa mesa e não ter importância em outra. Quero entender quais conhecimentos contam, quem pode demonstrá-los e quem fica sem espaço nessa conversa. Preço alto e gosto legítimo não são sinônimos.

Quem é ouvido naquela casa

Olho para o bartender, o anfitrião, o frequentador antigo e as relações entre eles. Um cargo ou uma audiência podem abrir portas. Quero entender quem é ouvido e respeitado naquela casa, naquela ocasião. É uma ligação entre o campo e a pesquisa sobre autoridade.

Obra ou linha de estudo
O poder simbólico · A distinção · The Forms of Capital (1986)

Ler o texto sobre as formas de capital ↗︎

Sinal × Substância →
Erving GoffmanO que já comunicamos quando chegamos?

Apresentação de si e leitura da situação

A presença já comunica

Antes de uma conversa começar, roupa, postura, linguagem e lugar já oferecem pistas. Goffman me ajuda a prestar atenção em como nos apresentamos e em como lemos a apresentação dos outros.

O que a situação permite

Essa pergunta entra tanto no perfil profissional quanto numa casa noturna. O que alguém quer comunicar, o que o ambiente permite e como as outras pessoas interpretam? Evito tratar toda apresentação como fingimento: organizar a própria presença também faz parte da convivência.

Obra ou linha de estudo
A representação do eu na vida cotidiana

A Estética da Autoridade →

Consumo, objetos e prática

O pedido, a rodada e as condições para voltar.

Mary Douglas & Baron IsherwoodO pedido também organiza a mesa?

Bens, relações e classificação

A rodada e a relação

Pense numa mesa em que cada pessoa pede uma coisa e em outra que combina uma rodada. O consumo participa da forma como o grupo organiza o encontro. Douglas e Isherwood me ajudam a olhar para os bens como parte dessa comunicação.

O que circula pela mesa

Pergunto quem divide, quem oferece, o que circula entre as pessoas e o que marca uma diferença. Também confiro preço, prazer e conveniência: interpretar uma relação social não pode apagar as condições práticas do pedido.

Obra ou linha de estudo
The World of Goods · O mundo dos bens

Ritmo, Código, Ritual, Giro →

Obra na editora ↗︎

Grant McCrackenO que muda quando muda o jeito de servir?

Significado cultural e rituais de consumo

O produto em situações diferentes

O mesmo produto pode aparecer num presente, num pedido individual ou numa rodada de celebração. McCracken entra na minha pesquisa para perguntar como os objetos recebem significado e como os rituais participam desse movimento.

Apresentação e uso

Observo apresentação, serviço, recomendação e uso. A marca pode propor um sentido, mas preciso ouvir e acompanhar quem consome: o significado pode ser aceito, ignorado ou modificado. Não dá para presumir que o sentido proposto pela marca foi o mesmo percebido por quem consome.

Obra ou linha de estudo
Culture and Consumption

Rituais e consumo →

Obra na editora ↗︎

Daniel MillerO copo só comunica ou também muda o encontro?

Objetos, materialidade e cotidiano

O objeto em uso

Um copo pode carregar uma memória, mas também tem tamanho, peso e um jeito de circular pela mesa. Miller me ajuda a olhar para o objeto em uso, sem transformá-lo apenas num símbolo abstrato.

O que as coisas permitem fazer

Observo o que as coisas permitem fazer: compartilhar, carregar, servir, guardar ou presentear. O significado precisa encontrar a prática e a relação. A mesma peça pode ocupar lugares diferentes conforme a casa, a pessoa e a ocasião.

Obra ou linha de estudo
Linha de estudo: materialidade e relações mediadas por coisas

Roteiro de observação de campo →
Alan WardeO que precisa estar junto para a rotina se repetir?

Práticas, competências e condições de consumo

As condições da repetição

Para o café depois do treino acontecer, não basta alguém querer café. Horário, percurso, companhia e disponibilidade precisam se encontrar. Warde me ajuda a deslocar a pergunta da preferência isolada para a organização da prática.

Quando a rotina muda

Ao investigar recorrência, olho para materiais, competências, coordenação e contexto. Se o comportamento para, quero saber qual condição mudou. Repetir um pedido não me autoriza, sozinho, a explicar a motivação de quem pediu.

Obra ou linha de estudo
Linha de estudo: teorias das práticas aplicadas ao consumo

Fluxo Cultural de Escala →

After taste · artigo ↗︎

Russell BelkQuando uma coisa passa a contar algo sobre nós?

Posses e extensão do eu

Objetos que guardam histórias

Um tênis usado em muitas corridas pode carregar uma história que um par idêntico na vitrine ainda não tem. Belk me ajuda a perguntar quando objetos participam da construção de identidade e memória.

A relação precisa aparecer

Interessa ouvir como a pessoa conta essa relação, como usa e o que preserva. Não transformo toda compra em identidade: o objeto também pode estar ali por necessidade, preço ou conveniência. A relação precisa aparecer na história e no uso.

Obra ou linha de estudo
Linha de estudo: extended self, posses e identidade

Running crews →
Charles DuhiggO que faz a gente voltar?

Hábito e repetição

Deixa, rotina e recompensa

Em O Poder do Hábito, organizei notas sobre deixa, rotina e recompensa. Uso essa sequência para perguntar o que antecede uma repetição, o que se faz e o que se espera encontrar.

O que permite voltar

Voltar ao mesmo bar pode envolver horário, percurso, atendimento e companhia. A repetição chama minha atenção, mas não revela sozinha a razão da volta. Preciso ouvir quem frequenta e acompanhar o que acontece quando alguma dessas condições muda.

Duhigg me ajuda a começar essa pergunta. Os estudos de práticas de Warde ampliam o olhar para as condições que tornam o encontro possível. Não trato hábito e ritual como palavras intercambiáveis.

Obra ou linha de estudo
O Poder do Hábito · notas de leitura

Escolhas de consumo →

Cultura e circulação

O que se transforma quando uma prática ganha visibilidade?

Raymond WilliamsO novo chegou. O que continuou acontecendo?

Formações residuais, dominantes e emergentes

Práticas que coexistem

Uma festa nova pode chamar atenção enquanto o bar de sempre continua cheio. Williams me ajuda a pensar a coexistência de práticas, em vez de contar a história como se uma novidade substituísse tudo o que veio antes.

Novidade para quem?

Na Genealogia da Noite, essa lente muda onde procuro: o que perdeu visibilidade, mas segue vivo? O que ganhou espaço em um território e não em outro? Residual, dominante e emergente são relações situadas; não uso os termos como uma fila obrigatória de evolução.

Obra ou linha de estudo
Linha de estudo: cultura vivida e coexistência de formações culturais

Genealogia da Noite →
Stuart HallA mensagem chegou igual para todo mundo?

Representação e interpretação

Uma mensagem, leituras diferentes

Uma marca publica uma imagem. Parte do público vê homenagem; outra parte vê apropriação; alguém nem percebe a referência. Hall entra como uma forma de investigar essas diferenças, sem assumir que o sentido planejado controla a leitura.

Ouvir a interpretação

Quero acompanhar o que foi proposto, por onde circulou e como as pessoas o explicam com as próprias palavras. Uma interpretação diferente precisa de contexto: não basta chamar tudo de recodificação e encerrar a pergunta.

Obra ou linha de estudo
Linha de estudo: codificação, decodificação e representação

Circulação Cultural →
Sarah ThorntonQuem reconhece quem dentro da cena?

Capital subcultural, mídia e pertencimento

Reconhecimento dentro da cena

Saber o nome de uma festa e conhecer as relações que a sustentam são formas diferentes de participação. Thornton entra na pesquisa para perguntar o que confere reconhecimento dentro de uma cena e como a circulação pública participa disso.

Mídia, comércio e participação

Olho para os critérios locais, os intermediários e a relação com mídia e comércio. Essa leitura também tensiona a ideia de uma cultura primeiro pura e depois invadida pelo mercado. A pesquisa bibliográfica continua em aprofundamento.

Obra ou linha de estudo
Club Cultures

Circulação Cultural →

Percepção e atenção

O que reconhecemos, desejamos e deixamos de perceber?

Daniel KahnemanPor que a opção conhecida parece mais fácil?

Julgamento, esforço e familiaridade

Uma escolha familiar

Você abre um cardápio cheio e encontra uma marca conhecida. A familiaridade pode facilitar a escolha antes de uma comparação demorada. Kahneman entra para me ajudar a formular perguntas sobre esse esforço de julgamento.

Reconhecer, considerar, pedir

No campo, procuro distinguir reconhecimento, consideração e escolha. A pessoa reconheceu o nome, chegou a considerá-lo ou efetivamente pediu? Preço, companhia, disponibilidade e ocasião podem mudar o caminho. Não deduzo o processo mental apenas olhando o pedido.

Obra ou linha de estudo
Rápido e devagar: duas formas de pensar

O Inconsciente do Feed →
Kent Berridge & Terry RobinsonQuerer continuar é o mesmo que estar gostando?

Desejo, prazer e saliência motivacional

Querer e gostar

Às vezes queremos continuar uma atividade mesmo sem conseguir dizer que ela está sendo prazerosa. A distinção entre wanting e liking aparece nas minhas notas como uma pergunta específica sobre desejo e recompensa.

O limite da explicação

É uma frente de estudo que exige cuidado com o nível da explicação. Uma cena de consumo não permite inferir um mecanismo neural. Essa distinção orienta o estudo do desejo. Ela não explica, sozinha, pertencimento, cultura ou escolha de marca.

Obra ou linha de estudo
Linha de estudo: wanting, liking e saliência motivacional

Percepção e consumo →
David Foster WallaceO que deixamos de perceber quando tudo parece familiar?

Atenção e cotidiano

Rever o que parece óbvio

This Is Water entrou nas minhas conversas sobre atenção e presença. Interessa a possibilidade de rever uma interpretação que parecia óbvia. No campo, isso me faz perguntar o que estou deixando de notar porque já conheço aquele lugar.

Descrever antes de explicar

Antes de explicar um comportamento, tento descrever o que aconteceu. A leitura de um ensaio ajuda a formular essa disposição; não substitui registro, conversa e comparação.

Obra ou linha de estudo
This Is Water · discurso em Kenyon, 2005

Ler o discurso →

Previsão, convivência e continuidade

Philip Tetlock e Dan GardnerSuperforecasting

Registrar e rever um julgamento

O livro discute como melhorar previsões por meio de evidências, colaboração e revisão. Interessa-me o compromisso de voltar ao que foi previsto.

Como isso entra na minha leitura

Ao estudar uma mudança de consumo, registro a hipótese, o período e o que me faria revê-la. Essa aplicação é minha. Os quatro modos de Futuros no Plural não são uma classificação de Tetlock e Gardner.

Conhecer a obra ↗︎ · Ler a aplicação →

Zygmunt BaumanModernidade líquida

Mudança e instabilidade

A obra examina transformações nas condições da vida moderna, incluindo relações e instituições. Uso essa leitura para formular perguntas sobre continuidade, sem tratar toda relação contemporânea como passageira.

O que procuro observar

Quando uma imagem ou um assunto deixa de circular, quais vínculos permanecem? Quero acompanhar isso nas experiências de quem participa. A conexão com o feed e os encontros é minha interpretação.

Conhecer a obra ↗︎ · Ler a aplicação →

Luiz Antonio SimasBotequim e convivência

Voltar para conhecer

Na entrevista à Sociedade do Copo, Simas aproxima o conhecimento de um botequim da frequência cotidiana. Essa perspectiva me leva a perguntar o que uma visita isolada deixa de mostrar.

Como isso entra no campo

Voltar em outros horários e ouvir quem trabalha e frequenta ajuda a conhecer a rotina. É uma orientação que levo à pesquisa da noite e ao trabalho com casas, respeitando as diferenças entre os lugares.

Ler a entrevista ↗︎ · Ler a aplicação →

Outras leituras do TCC

Performance, influência e exposição

Byung-Chul Han

Sociedade do cansaço

Han discute a cobrança por desempenho e a relação que estabelecemos com a própria produtividade. Levo essa reflexão às perguntas sobre exposição, sem usá-la para diagnosticar pessoas.

Trecho da obra ↗︎ · Minha leitura no Feed →

Robert Cialdini

As armas da persuasão

Pistas sociais que entram na formação da confiança.

Paula Sibilia

O show do eu

Exposição da intimidade e construção pública de si.

Estudos que ajudam a formular as perguntas

Pesquisa bibliográfica em andamento

Na Circulação Cultural, aprofundo o diálogo com Subculture, de Dick Hebdige; The Conquest of Cool, de Thomas Frank; e os estudos de Holt e de Arsel e Thompson. Parte do levantamento ainda se apoia em resumos. Jung e Monja Coen aparecem como aproximações de estudo sobre identidade, atenção e presença.

Mais interlocuçõesPontos de partida para conhecer os autores

Esses links oferecem uma introdução biográfica. A bibliografia de cada texto indica o material usado no argumento.

Noite, música e cidade

Livros que ajudam a reconstruir os encontros

A Genealogia aproxima memórias, pesquisa histórica e minha observação. Cada obra ilumina um recorte; juntas, ajudam a evitar uma história contada apenas por gêneros musicais ou por grandes casas.

BrasilComo leio os lugares e seus circuitos?

Rio, cultura da noite, de Leo Feijó e Marcus Wagner, participa da leitura de espaços e circuitos cariocas. Babado Forte, de Erika Palomino, e Todo DJ já sambou, de Claudia Assef, aproximam a pesquisa de música, comportamento e pessoas que fizeram a cultura de pista.

O mundo funk carioca, de Hermano Vianna, ajuda a manter os bailes e suas relações com a cidade dentro dessa história. Noites Tropicais, de Nelson Motta, entra como memória situada: a experiência de quem participou precisa ser aproximada de outros registros e vozes.

Ler os percursos brasileiros e suas notas →
Pistas e cenas internacionaisO que acontece entre som, espaço e reconhecimento?

Tim Lawrence, em Love Saves the Day, ajuda a reconstruir as relações que deram forma a festas e pistas. Sarah Thornton, em Club Cultures, oferece perguntas sobre repertório, reconhecimento e circulação de informação. Simon Reynolds, em Energy Flash, compõe o estudo da música eletrônica e das raves.

Uso essas leituras para comparar contextos e fazer perguntas ao campo brasileiro. A história de uma cidade precisa conservar suas diferenças quando aproximada da história de outra.

Fontes por passagem histórica →

Leituras do percurso

Percepção, valor e continuidade

Estas leituras se encontram no estudo Do desejo ao consumo. Abaixo, o lugar de cada uma na construção das perguntas.

Summerfield e de LangeExpectativas e percepção

A revisão distingue o que esperamos encontrar daquilo a que damos atenção. Desenvolvo o diálogo com esta referência no estudo Do desejo ao consumo.

Expectativas e percepção · 2014

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Resumo e pontos principais da revisão consultados; aplicação ao consumo é minha interpretação.

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Robert ZajoncMera exposição

A pesquisa sobre mera exposição investiga a relação entre repetição e avaliação afetiva. Desenvolvo o diálogo com esta referência no estudo Do desejo ao consumo.

Mera exposição · 1968

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Consultado também o relatório precursor de 1965, disponível no arquivo da Universidade de Michigan.

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Reber, Schwarz e WinkielmanFluência e avaliação estética

Os autores propõem uma relação entre facilidade de processamento e resposta estética. Desenvolvo o diálogo com esta referência no estudo Do desejo ao consumo.

Fluência e avaliação estética · 2004

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Resumo da revisão consultado; aplicação ao cardápio é uma pergunta de trabalho.

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Michèle Lamont e Virág MolnárFronteiras simbólicas e sociais

A revisão aproxima fronteiras, pertencimento e relações sociais. Desenvolvo o diálogo com esta referência no estudo Do desejo ao consumo.

Fronteiras simbólicas e sociais · 2002

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Resumo da revisão consultado. Não uso a aparência como medida de pertencimento.

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Michie, van Stralen e WestCondições para um comportamento

O COM-B relaciona capacidade, oportunidade e motivação. Desenvolvo o diálogo com esta referência no estudo Do desejo ao consumo.

Condições para um comportamento · 2011

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Artigo original aberto consultado. A aplicação ao on-trade não foi validada por este estudo.

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Wendy Wood e Dennis RüngerHábito, contexto e repetição

A revisão situa a formação de hábitos na repetição de respostas em contextos recorrentes. Desenvolvo o diálogo com esta referência no estudo Do desejo ao consumo.

Hábito, contexto e repetição · 2016

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Resumo da revisão consultado; não adoto um número fixo de dias para formar hábitos.

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